Áreas Congresso

Com o propósito de orientar o encaminhamento e a avaliação dos artigos para as sessões paralelas e plenárias, as seguintes áreas temáticas devem ser consideradas para submissão:

Compreende o campo de pesquisa e a prática de temas relacionados aos modelos, métodos, técnicas e instrumentos de gestão dos eventos econômico-financeiros no âmbito de atuação das entidades de previdência pública e privada, bem como de empresas de seguros e congêneres. Como referência exemplificativa fazem parte desta área, entre outros, os seguintes temas: reservas; demografia; teoria do risco; teoria da ruína; planos de pensão; auditoria e perícia atuarial; previdência social; avaliação atuarial; fundos de pensão; previdência privada; matemática atuarial; planos de previdência; avaliação de solvência; teoria da credibilidade; resseguros; co-seguro; gestão de risco atuarial; seguros; capitalização e saúde; modelagem de plano de previdência e de seguro; entidades patrocinadoras de fundos de pensão; desempenho e gestão de entidades de previdência e de seguro; contabilidade e análise de demonstrações contábeis de entidades securitárias e previdenciárias; modelos de gestão de ativos e passivos em entidades securitárias e previdenciárias (assets and liabilities management); e tópicos contemporâneos em atuária.

Coordenadores(as):
Roberto Bomgiovani Cazzari




Compreende o campo de pesquisa e a prática de temas atuais relacionados à Auditoria Interna e Externa e Perícia, considerando os efeitos da nova regulamentação ou pronunciamentos e as implicações da evolução tecnológica e/ou de mercado em processos de auditoria. Como referência exemplificativa fazem parte desta área, entre outros, os seguintes temas: Assurance; auditoria interna e externa; auditoria de TI; normas internacionais de auditoria; responsabilidade do auditor na detecção de fraudes e erros; auditoria como mecanismo de governança; rodízio voluntário e compulsório da empresa de auditoria; mediação e arbitragem; perícia contábil; responsabilidade penal e civil do perito-contador; e educação profissional continuada do auditor independente e do perito-contador.

Coordenadores(as):
Paulo Roberto da Cunha




Esta área temática abrange estudos que analisam o reporte de informação financeira para usuários externos, incluindo, por exemplo, estudos sobre os determinantes e as consequências da qualidade da informação contábil sobre divulgações financeiras voluntárias e mandatórias, sobre temas atuais no contexto das IFRS, bem como a respeito da comparabilidade da informação financeira, dentre outras aplicações que se encaixem na temática. Além disso, esta área abrange ainda estudos sobre avaliação de empresas, risco e retorno, otimização de carteiras, custo de capital, derivativos, assim como outros tópicos no âmbito de finanças corporativas.

Coordenadores(as):
Bianca Quirantes Checon




Isabel Maria Estima Costa Lourenço




Verônica de Fátima Santana




Compreende o campo de pesquisa e estudos sobre contabilidade gerencial e controladoria e seu uso nas organizações a partir de diferentes perspectivas teóricas (tais como: econômica, social e psicológica) e metodológicas (qualitativa, quantitativa e método misto). Dentre os vários temas de interesse, contempla: contabilidade gerencial; análise e gestão de custos; avaliação de desempenho e recompensas; planejamento e gestão tributária; gestão da cadeia de produção; planejamento estratégico e controle orçamentário; sistemas de controle gerencial; sistemas de informações gerenciais; avaliação de projetos de investimentos; sustentabilidade; profissão do controller; entre outros. Como temas contemporâneos destacam-se os impactos da digitalização e da sustentabilidade na contabilidade e no controle gerencial. Os temas em questão se aplicam a diversos contextos de negócios como as empresas multinacionais, empresas familiares, organizações complexas e startups.

Coordenadores(as):
Daniel Magalhães Mucci




Franciele Beck




A área temática abrange pesquisas que buscam descrever, explicar, interpretar e/ou compreender a geração e a utilização de informações contábeis no âmbito da gestão de políticas públicas e de entidades governamentais e do terceiro setor, bem como na promoção da transparência e accountability.

Como referência exemplificativa fazem parte desta área, entre outros, os seguintes temas: contabilidade governamental na gestão de recursos públicos, finanças públicas (mecanismos de gestão do endividamento e solvência fiscal e demais controles sobre o gasto público, as receitas e operação de limites fiscais); pesquisas sobre efeitos da ampliação da digitalização do setor público, cada vez crescente; atuação e efeitos de sistemas de controladoria; organização e operação de sistemas de custos do setor público, temáticas associadas ao processo de normatização da contabilidade aplicada ao setor público; sistemas de administração financeira e orçamentária; pesquisas com abordagens históricas relacionadas ao setor público e terceiro setor; pesquisas sobre orçamento público, seja como mecanismos de controle fiscal, alocação de recursos, elementos de distribuição de poder nas organizações ou transparência; atuação de mecanismos de controle (interno, externo e social), entre diversas outros temas que estejam inseridos nessa área.

São bem-vindas pesquisas com diferentes epistemologias, metodologias e lentes teóricas, em especial, pesquisas que utilizem ferramentas de data analytics em seu desenvolvimento.

Considerando a temática adotada para os Congressos USP 2024, são especialmente convidadas pesquisas que procurem contribuir com abordagens de sustentabilidade e digitalização no setor público, trazendo questões relevantes para a profissão e para a academia.

Coordenadores(as):
Ricardo Rocha de Azevedo (USP/RP)




A área temática Educação tem como objetivo a construção, socialização e visibilidade do conhecimento científico produzido por pesquisadores nacionais e estrangeiros. Congrega uma pluralidade de temas e problemas, proporcionando discussões e reflexões sobre os mais variados assuntos que estejam inseridos no âmbito da Educação e da Pesquisa em Contabilidade.

A área incentiva estudos com desenhos metodológicos e tópicos diversos, aplicados à área contábil, que se relacionam com educação, ensino, aprendizagem, pesquisa, tecnologias, metodologias, produção do conhecimento científico e aspectos relacionados ao ambiente acadêmico, estudantil e docente.

Entre algumas possibilidades de temas de interesse, estão: Gestão da Aprendizagem; Ambientes Digitais; Política da Educação Superior; Gestão Curricular; Avaliação da Educação Superior; Planejamento e Avaliação do processo de Ensino/Aprendizagem; Estratégias de Ensino e Metodologias Ativas na Educação Superior; Teorias da Aprendizagem e do Ensino; Didática, Prática de Ensino e Currículo; Processos Relacionais: Professor, Estudante e Conteúdo; Formação e Desenvolvimento Profissional Docente; Desempenho Acadêmico; Evasão Escolar; Educação e Relações Étnico-Raciais; Gênero, Sexualidade e Educação; Inclusão, Direitos Humanos e Educação; Mídias Digitais e Mediação Pedagógica; Mundo do Trabalho; Educação na era digital; Leitura e Escrita na Educação Superior; Educação e Inteligência Emocional; Educação e Arte; Educação e Comunicação; Educação Empreendedora; Educação e Finanças Pessoais; Educação, Meio Ambiente e Sustentabilidade.

Coordenadores(as):
Eduardo Bona Safe de Matos




A tributação é uma ferramenta crucial para a gestão econômica do Estado, influenciando o comportamento dos agentes econômicos, a distribuição de renda e a alocação de recursos na sociedade. Questões como a eficiência, a equidade e a simplicidade do sistema tributário são frequentemente debatidas, visando melhorar a justiça fiscal e o desenvolvimento econômico. Nesse debate, a pesquisa na área tributária vem evoluindo nas últimas décadas. Alguns temas ainda carecem de maior desenvolvimento ou aperfeiçoamento, especialmente, avaliar o comportamento dos tributos, observando: (a) o ambiente interno (empresa): gestão, planejamento, evidenciação, organização operacional, institucional e societária, nível de governança, operações e perfil dos gestores; e (b) o ambiente externo: economia, sistema tributário, legislação e política tributária (complexidade e dinamismo), comportamento do contribuinte e incentivos fiscais. São escassas as pesquisas tributárias que busquem novos modelos, proxies e indicadores, ou até mesmo pesquisas que consigam alcançar uma melhor explicação do comportamento dos tributos, com ênfase naqueles que representam maior custo aos contribuintes. Nesse sentido, pesquisas que explorem esses temas são bem-vindas.

Coordenadores(as):
Jorge de Souza Bispo




Esta área temática abrange estudos que abordam o Relato Integrado de acordo com as normas do International Integrated Reporting Council (IIRC). Além disso, abrange todos os outros trabalhos que se relacionam de forma transversal à sustentabilidade, aspectos ambientais, sociais e de governança (ESG - Environmental, Social and Governance) e o ambiente corporativo ou as escolas de negócios. Incentiva-se também outros subtemas relacionados como por exemplo: discussões sobre as divulgações mandatórias do International Sustainability Standards Board (ISSB) e União Europeia e Securities and Exchange Commission (SEC) e sobre outras iniciativas voluntárias como TCFD, Global Reporting Initiative (GRI), Objetivos do Desenvolvimento sustentável (ODS), The Future We Want (ONU), Pacto Global, Laudato Si (encíclica), Carta da Terra, Blue Planet Prize (BPL), contabilidade energética (energia), STERN Review, Relatório EMCB, Análise de Ciclo de Vida (ACV), Carbon Disclosure Project (CDP), Balanço Contábil das Nações (BCN), microcrédito, global risks (WEF), precificação de serviços ambientais (PSA), ISE e ICO2 (B3), indicadores Ethos e Akatu, dentre outros aplicáveis.

Coordenadores(as):
Elise Soerger Zaro




[POR]

Diversidade nas organizações

Convidamos propostas de pesquisa com foco no estudo de questões relacionadas à diversidade sob a perspectiva de gênero, raça, classe social, origem, entre outros critérios. Os estudos sobre a diversidade são relevantes nos contextos das organizações, entendidas amplamente como entidades da sociedade e um reflexo da mesma. A diversidade às vezes gera exclusão e situações de desigualdade, já que a sociedade exclui o que é considerado diferente. Finalmente, a diversidade é construída com práticas intencionais e permanentes, para que não seja um discurso vazio (Nkomo, 1992, 2021). A este respeito, é evidente a necessidade de abordar as desigualdades em todas as partes do mundo (Haynes, 2020), que, somadas à pandemia, aumentaram as diferentes desigualdades de gênero, raça e classe social. Por outro lado, é relevante reconhecer as diferenças entre contextos, expor as diferenças sociais, econômicas, culturais e religiosas de cada país e sua relação com as questões de gênero em diferentes organizações (Kamla, 2019; Komori, 2015, 2016). Outra discussão necessária é a respeito dos processos de racialização e lugar social, com ênfase para discussões sobre branquitude e negritude, como nas pesquisas de Cida Bento (2002), Grada Kilomba (2019), Lia Vainer (2020), Lilia Schwartz (2013)..

Possíveis tópicos a serem trabalhados (lista exemplificativa)

  1. 1. Estereótipos de gênero e raça;
  2. 2. Gênero no ensino superior;
  3. 3. Gênero na pesquisa;
  4. 4. Fenômenos de exclusão: teto de vidro, piso pegajoso, labirinto;
  5. 5. Diferenças salariais;
  6. 6. Feminização e feminilização;
  7. 7. Trajetórias das mulheres e outros grupos não hegemônicos nas organizações;
  8. 8. Histórico das relações de gênero e raça;
  9. 9. Gênero, raça, outros marcadores sociais (interseccionalidade);
  10. 10. Maternidade, paternidade, e cuidado;
  11. 11. Inclusão de pessoas LGBTQIAP+ e outros grupos não-hegemônicos;
  12. 12. Políticas afirmativas;
  13. 13. Assédio, violência contra mulheres e contabilidade;
  14. 14. Empoderamento;
  15. 15. Construção do pluriverso, sustentabilidade e diversidade nas ciências contábeis, administrativas e econômicas;
  16. 16. Digitalização e precarização do trabalho generificado;
  17. 17. Sustentabilidade e ecofeminismo;
  18. 18. Profissionalidade, interseccionalidade, sustentabilidade e digitalização da contabilidade;
  19. 19. Arranjos remotos de trabalho, digitalização, gênero e sustentabilidade;
  20. 20. Contabilidade e racismo ambiental;
  21. 21. Gênero, raça e sustentabilidade na Contabilidade;
  22. 22. Digitalização, tratamento de dados e diversidade na Contabilidade.


[ESP]

Diversidad en las organizaciones

Invitamos a proponer investigaciones con el foco en estudiar temas relacionados con diversidad desde perspectiva de género, raza, clase social, origen, entre otros criterios. Los estudios sobre la diversidad son relevantes en los contextos de las organizaciones, comprendidas de una manera amplia como entidades de la sociedad y reflejo de esta. La diversidad en ocasiones genera exclusión y situaciones de desigualdad, ya que la sociedad excluye lo que considera diferente. Por último, la diversidad se construye con prácticas intencionales y permanentes, para que no sea un discurso vacío (Nkomo, 1992, 2021). Al respecto, se evidencia la necesidad de abordar las desigualdades en todas las partes del mundo (Haynes, 2020), las cuales, además con la pandemia, han incrementado las diferentes inequidades de género, raza, clase social. Por otra parte, es relevante reconocer las diferencias entre los contextos, exponer los diferenciales sociales, económicos, culturales y religiosos de cada país y su relación con las problemáticas de género en las distintas organizaciones (Kamla, 2019; Komori, 2015, 2016). Otra discusión necesaria es la relativa a los procesos de racialización y el lugar social, con énfasis en las discusiones sobre la blanquitud y la negritud, como en las investigaciones de Cida Bento (2002), Grada Kilomba (2019), Lia Vainer (2020), Lilia Schwartz (2013).

Posibles temas para trabajar

  1. 1. Estereotipos de género y raza;
  2. 2. Género en la educación superior;
  3. 3. Género en la investigación;
  4. 4. Fenómenos de exclusión: Techo de cristal, piso pegajoso, laberinto;
  5. 5. Brechas salariales;
  6. 6. Feminización y feminilización;
  7. 7. Trayectorias de mujeres y otros grupos no hegemónicos en las organizaciones;
  8. 8. Relaciones históricas entorno al género y raza;
  9. 9. Género, raza, otros marcadores sociales (interseccionalidad);
  10. 10. Maternidad, paternidad y cuidado;
  11. 11. Inclusión de personas LGBTQIAP+ y otros grupos no hegemónicos;
  12. 12. Políticas afirmativas;
  13. 13. Acoso, violencia contra las mujeres y otros grupos no hegemónicos y rendición de cuentas
  14. 14. Empoderamiento;
  15. 15. Construcción del pluriverso, sostenibilidad y diversidad en las ciencias contables, administrativas y económicas;
  16. 16. Digitalización y precariedad del trabajo con perspectiva de género;
  17. 17. Sostenibilidad y ecofeminismo;
  18. 18. Profesionalidad, interseccionalidad, sostenibilidad y digitalización de la contabilidad;
  19. 19. Modalidades de trabajo remoto, digitalización, género y sostenibilidad;
  20. 20. Racismo contable y ambiental;
  21. 21. Género, raza y sostenibilidad en Contabilidad;
  22. 22. Digitalización, tratamiento de datos y diversidad en Contabilidad.


Bibliografía | Referências | References

Bento, M. A. Silva. (2002). Pactos narcísicos no racismo: branquitude e poder nas organizações empresariais e no poder público. Tese (Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002. doi:10.11606/T.47.2019.tde-18062019-181514. Acesso em: 2021-08-11.

Haynes, K. (2020). Structural inequalities exposed by COVID-19 in the UK: the need for an accounting for care. Journal of Accounting and Organizational Change, 16, 4, 637-642.

Kamla, R. (2019). Religion-based resistance strategies, politics of authenticity and professional women accountants. Critical Perspectives on Accounting, 59, 52-69.

Kilomba, Grada. (2019). Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Editora Cobogó. 244 p

Komori, N. (2015). Beneath the globalization paradox: towards the sustainability of cultural diversity in accounting research. Critical Perspectives on Accounting, 26 141-156.

Komori, N. (2016). West Meets East and East meets West: Gender Research as a Cultural Encounter. In Accounting in conflict: Globalization, gender, race and class - Advances in Public Interest Accounting, 19, 57-87.

Nkomo, S. M. (1992). The emperor has no clothes: Rewriting “race in organizations. Academy of Management Review, 17(3), 487-513.

Nkomo, S. M. (2021). Reflections on the continuing denial of the centrality of “race” in management and organization studies. Equality, Diversity and Inclusion, 40, 2, 212-224. https://doi.org/10.1108/EDI-01-2021-0011

Ryan, M. K., & Haslam, S. A. (2007). The glass cliff: Exploring the dynamics surrounding the appointment of women to precarious leadership positions. Academy of Management Review, 32(2), 549-572. doi: 10.5465/amr.2007.24351856

Ryan, M. K., & Haslam, S.A. (2009). Glass cliffs are not so easily scaled: On the precariousness of female CEOs' positions. British Journal of Management, 20(1), 13-16

Schucman, L. V. (2020) Entre o encardido, o branco e o branquíssimo: branquitude, hierarquia e poder na cidade de São Paulo. São Paulo. Veneta.

Schwarcz, L. M. (2013). Nem preto nem branco, muito pelo contrário: Cor e raça na sociabilidade brasileira (Agenda Brasileira). 1ª ed - São Paulo: Claro Enigma.

Coordenadores(as):
Sandra Maria Cerqueira da Silva




Esta área temática abrange estudos que se dediquem a pensar sobre as circunstâncias, condições e consequências da prática da Contabilidade em nossa sociedade ao longo do tempo. Isso envolve algo mais que o simples exame das próprias regras contabilísticas. Implica a observação cuidadosa do mundo em que as regras contábeis são, ou devem ser usadas. Na busca por semelhanças e diferenças em relação a outros contextos, utilizados como referencial analítico. Os autores são incentivados a abordar tópicos que versem, por exemplo, sobre: (a) o uso da contabilidade em cenários históricos como instrumento para manter ou aprimorar relações de poder e controle em organizações de qualquer tipo e dentro de sociedades; (b) o exame dos que praticam a contabilidade traçando, por exemplo, suas origens sociais, gênero, as possíveis mudanças de ênfase de suas funções ao longo do tempo; e (c) o lugar social ocupado pelos que praticam a contabilidade.

Coordenadores(as):
Angélica Vasconcelos